Quase sete anos depois do incêndio no Ninho do Urubu, o Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Justiça absolveu, nesta terça-feira (21), os sete acusados do caso, que respondiam pelos crimes de incêndio culposo e lesão grave. Dez adolescentes morreram no ocorrido e três ficaram feridos. Ainda cabe recurso.
A sentença foi proferida pelo juiz Tiago Fernandes Barros, da 36ª Vara Criminal da Capital, que considerou a ação improcedente. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro havia pedido, em maio deste ano, a condenação de todos os acusados após ouvir mais de 40 testemunhas.
O incêndio aconteceu em fevereiro de 2019, em contêineres usados como alojamento para as categorias de base do clube. Vinte e seis atletas dormiam quando o fogo começou em um aparelho de ar-condicionado.
Entre os réus, estão dois diretores do Flamengo, engenheiros responsáveis pelas partes técnicas dos contêineres, e um sócio da empresa de refrigeração que realizava manutenção nos aparelhos de ar-condicionado.
Antes da decisão anunciada nesta terça, já havia sido extinto o processo contra o então presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. Outros três acusados também já tinham sido absolvidos. As famílias dos dez adolescentes mortos receberam indenização do Flamengo.
*Com informações Agência Brasil