Delegada suspeita de namorar líder do PCC é solta pela Justiça

Layla é investigada por suposta participação em organização criminosa, lavagem de capitais e por manter um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz,

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A Justiça determinou a soltura da delegada Layla Lima Ayub, da Polícia Civil de São Paulo, presa desde janeiro sob suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o portal UOL, Layla deixou a prisão no último dia 18, após a Justiça entender que, atualmente, ela não pode ser mantida presa preventivamente.

Layla é investigada por suposta participação em organização criminosa, lavagem de capitais e por manter um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado pelas investigações como uma das lideranças do PCC na Região Norte do país. Com a revogação da prisão, foram impostas medidas cautelares para a delegada.

O advogado Renato Guimarães Carvalho afirmou que a defesa recebeu a decisão com “tranquilidade e senso de justiça” e que agora pretende concentrar os esforços na demonstração da inocência da delegada durante o processo.

RELACIONAMENTO COM INTEGRANTE DO PCC


Um dos principais pontos da investigação é o relacionamento de Layla com Jardel, conhecido como Dedel. Ele foi preso na mesma operação realizada no início do ano e é apontado pelas autoridades como integrante de uma posição de liderança do PCC na Região Norte.

Jardel compareceu à cerimônia de posse de Layla como delegada da Polícia Civil de São Paulo, realizada em 19 de dezembro de 2025. Uma foto registrou os dois juntos, abraçados e vestidos formalmente. Segundo as investigações, Jardel morava com Layla em São Paulo enquanto estava em liberdade condicional e durante o período em que ela frequentava o curso de formação para a carreira policial.

Na época da prisão, o juiz Fernando Deroma de Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa, Lavagem de Bens e Valores da capital, classificou a situação como de “ousadia absurda” e “total deboche” contra as autoridades.

– Um suposto integrante do alto escalão do PCC, com condenações criminais, suspeito de ser responsável por possíveis atentados contra a vida de juízes e outros agentes da Segurança Pública, comparece à cerimônia de posse de sua companheira como Delegada de Polícia do Estado de São Paulo que, novamente, em tese, estaria atuando em conjunto com o crime organizado – escreveu o magistrado.

INVESTIGAÇÃO SOBRE ATUAÇÃO COMO ADVOGADA
A investigação sobre a delegada não encontrou indícios de que o PCC tenha financiado ou patrocinado a carreira dela na Polícia Civil. A principal hipótese apresentada pela apuração, porém, é de que ela teria sido cooptada a partir de contatos com integrantes da organização durante o período em que atuava como advogada.

– Não parece que ela foi cooptada para ser delegada do PCC. Foi uma ação individual – afirmou o promotor Carlos Gaya.

Antes de assumir o cargo em São Paulo, Layla atuou como policial no Espírito Santo e como consultora jurídica no Pará. Ela também se apresentava nas redes sociais como ex-advogada criminalista. A investigação apontou ainda que Layla teria participado como advogada de uma audiência de custódia no Pará envolvendo quatro presos mesmo depois de sua posse como delegada, o que é vedado.


FONTE: Pleno News
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