Na segunda-feira (28), a advogada Taniéli Telles, que atua na defesa de vários réus e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, informou em suas redes sociais que a pastora Sandra Maria Menezes Chaves deixou a prisão após mais de dois anos. Segundo a advogada, ela passou sete meses no presídio Colmeia, em Brasília, e depois foi transferida para a Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo.
Sandra deixou a unidade prisional para cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A defesa informou que a medida permite que ela retorne para casa enquanto segue o cumprimento da pena.
– A pastora Sandra deixou o presídio hoje depois de mais de dois anos presa injustamente. Foram sete meses no presídio Colmeia, e mais de dois anos no presídio em Santana, SP – afirmou a defesa.
A publicação também criticou a forma como o Judiciário trata os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e comparou a situação deles com a de pessoas condenadas por outros crimes.
– Mais uma vítima do sistema judiciário aparelhado brasileiro – declarou.
Outro trecho da publicação diz:
– Sandra sai com tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar. Agora lembre-se daquele seu vizinho me roubou ou matou quando voltou para casa voltou livre teve direito a voto teve direito de ir e vir mas os patriotas do 8 de janeiro, não. São de alta periculosidade. É assim que o atual judiciário trata patriotas e bandidos – escreveu.
Sandra foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. Decisão judicial também registra multa e indenização por danos morais coletivos.
Em balanço divulgado em abril deste ano, o STF informou que 1.402 pessoas haviam sido responsabilizadas pelos atos de 8 de janeiro. Naquele momento, 190 permaneciam presas, sendo 169 em prisão definitiva e 21 em prisão processual.