O subtenente Honório, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), comentou o vídeo que publicou nas redes sociais no último final de semana, no qual aparece ao lado de outro policial queimando uma toalha com o rosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A gravação viralizou, provocando reações favoráveis e contrárias.
Em entrevista ao Pleno Time nesta quinta-feira (10), Honório – que é candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro – afirmou que o gesto teve como objetivo manifestar uma posição de repúdio ao governo Lula. Segundo ele, porém, a cena ocorreu durante uma atividade recreativa conhecida como airsoft. O policial explicou que os participantes assumem personagens diferentes durante o jogo: alguns representam policiais, enquanto outros se caracterizam como criminosos, utilizando elementos como tornozeleiras eletrônicas, cordões e até dentes falsos.
Segundo Honório, a toalha com a imagem de Lula fazia parte dessa dinâmica e teria sido entregue pelos próprios participantes para que fosse queimada.
– Os caras mesmo deram a bandeira e pediram para eu tacar fogo – relatou.
Ele disse ainda que aproveitou a situação para expressar sua insatisfação com o governo e citou, entre outros assuntos, as denúncias relacionadas ao Banco Master e ao INSS.
Questionado sobre a possibilidade de o gesto gerar repercussão negativa, o subtenente afirmou que não se preocupa com as consequências.
– Eu não tenho medo de nada. Só tenho medo na mão de Deus – declarou.
Honório também comparou sua atitude à vezes em que a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro foi usada em uma situação semelhante.
– Pode pegar a cabeça do Bolsonaro, fazer de bola. Então nada mudou, né? Nada mudou. O que pode lá pode aqui também – afirmou.
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