24/09/2018 às 21h53min - Atualizada em 24/09/2018 às 21h53min

À frente de Messi e CR7, Marta se emociona: 'Coloca o futebol feminino ao lado do masculino'

Maior campeã do prêmio de melhor do mundo, com seis conquistas, ela voltou a ganhar depois de oito anos...

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FIFA/FIFA via Getty Images
Marta escreveu mais um capítulo de sua linda história ao ser eleita a melhor jogadora do mundo em evento promovido pela Fifa nessa segunda-feira, em Londres. A brasileira conquistou o prêmio pela sexta vez na carreira e se isolou como a maior vencedora dentre todas as categorias, deixando Cristiano Ronaldo e Messi para trás, cada um com cinco títulos. Após chorar no palco, ela passou pela zona mista e falou da importância do feito para o futebol feminino.

- Nunca parei para pensar nisso. As minhas vitórias vêm para continuar a motivação para desenvolver a modalidade. Então, não foi a Marta que ganhou, foi o futebol feminino. Hoje é uma noite que coloca o futebol feminino do lado do masculino. Não tem exceção. Isso é fantástico - afirmou.

A alagoana de Dois Riachos, que está com 32 anos, venceu na final a norueguesa Ada Hegerberg e a alemã Dzsenifer Marozsan, ambas do Lyon, da França. Ela não conquistava o prêmio máximo do futebol feminino desde 2010, quando foi pentacampeã de forma consecutiva.

 

- Sempre imaginei que seria possível. Talvez tenha demorado um pouquinho mais, até porque as pessoas já estavam acostumadas a ver a Marta vindo aqui e ganhar, ganhar e ganhar. Até eu me acostumei um pouco, vou te falar. Depois de 2010 procurei me adaptar e colocar minha cabeça para funcionar de uma maneira que não fosse algo primordial para mim, mas algo motivador, e sempre procurando fazer o meu melhor - disse.

- É mais um exemplo de que nada acontece de um dia para o outro. Você pode passar anos sem vencer, mas sempre há uma oportunidade se você ainda está em atividade, e graças a Deus eu estou. É algo fantástico, sem palavras. É irado, gente, é muito bom (risos) - completou, radiante.

 

Fotos: Reprodução

Na temporada passada, em 2017, Marta foi vice-artilheira da NWSL pelo Orlando Pride, com 13 gols, líder em assistências, com nove, e peça decisiva. Em abril de 2018, conquistou a Copa América com a seleção brasileira, assegurando a classificação à Copa do Mundo da França e também aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Em 2015, Marta se tornou a maior artilheira da história da Mundial feminino, com 15 gols.

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