O Instituto João Gonçalves da Silva divulgou, neste sábado (11), um vídeo para se posicionar sobre a polêmica envolvendo uma promotora em razão de uma fala sobre Deus no XCI Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, em Duque de Caxias (RJ). O pronunciamento ocorre dias após a reação da promotora Elayne Rodrigues, que reclamou de uma manifestação de fé no evento.
Na gravação divulgada nas redes sociais, o professor e coreógrafo Hilbert Diaz, responsável pela apresentação, afirmou que não é pastor, nem líder religioso e explicou que a fala feita por ele ocorreu como introdução para uma troca de figurino após uma coreografia apresentada por crianças atendidas pelo instituto.
Segundo Diaz, foi escolhido um pequeno texto que abordava o acolhimento e o “abraço de Deus”, que poderia ser aplicado a pessoas de quaisquer religiões.
– Foi apenas um pensamento falando sobre Deus. Qual Deus? O seu Deus. O meu, eu sei em quem acredito. Todos que estavam lá sabem em quem acreditam. Então era voltado para o seu Deus, para aquilo que você acredita – declarou.
A presidente do instituto, Sulys Araújo, também participou do vídeo e contou que a filha e outras crianças acreditaram que haviam cometido algum erro durante a apresentação quando a música foi interrompida.
– Eu, principalmente como mãe, quando as crianças desceram, que foram para os bastidores, minha filha começou a chorar e outras amiguinhas também começaram a chorar, se abraçar, por quê? Pensaram que fizeram alguma coisa errada no palco, porque o som parou do nada – disse.
A advogada do instituto, Karina Costa, afirmou que, apesar da repercussão nacional do caso, a entidade não pretende adotar medidas judiciais contra a promotora ou qualquer outro envolvido. Em suas palavras, a instituição prefere responder ao episódio com diálogo e ações educativas.
– Nós entendemos aqui pelo instituto que ações mal interpretadas, que qualquer coisa, qualquer desentendimento, a gente não pode retribuir com vingança, com retaliação, nós queremos paz – disse.
Ainda de acordo com a advogada, o instituto pretende criar uma oficina voltada à promoção da tolerância religiosa, ressaltando que o projeto social recebe pessoas de diferentes crenças e busca promover o respeito à diversidade.
Karina também destacou que a repercussão acabou dando visibilidade ao trabalho desenvolvido pelo Instituto João Gonçalves da Silva, localizado no bairro Barro Branco, no terceiro distrito de Duque de Caxias. Atualmente, a instituição atende cerca de 513 pessoas e oferece atividades como balé, jazz, teatro, hip hop, futebol e Libras, entre outras.