Instituto se pronuncia após fala polêmica feita por promotora; veja vídeo

Professor que leu mensagem "abraço de Deus" ressaltou que sequer é evangélico

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Instituto se pronuncia após fala polêmica feita por promotora; veja vídeo
Integrantes de instituto se pronunciaram sobre fala de promotora - Foto: Bruno Mirandella/OAB-RJ // Reprodução/Instagram Instituto João Gonçalves da Silva

O Instituto João Gonçalves da Silva divulgou, neste sábado (11), um vídeo para se posicionar sobre a polêmica envolvendo uma promotora em razão de uma fala sobre Deus no XCI Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, em Duque de Caxias (RJ). O pronunciamento ocorre dias após a reação da promotora Elayne Rodrigues, que reclamou de uma manifestação de fé no evento.

Na gravação divulgada nas redes sociais, o professor e coreógrafo Hilbert Diaz, responsável pela apresentação, afirmou que não é pastor, nem líder religioso e explicou que a fala feita por ele ocorreu como introdução para uma troca de figurino após uma coreografia apresentada por crianças atendidas pelo instituto.

Segundo Diaz, foi escolhido um pequeno texto que abordava o acolhimento e o “abraço de Deus”, que poderia ser aplicado a pessoas de quaisquer religiões.

– Foi apenas um pensamento falando sobre Deus. Qual Deus? O seu Deus. O meu, eu sei em quem acredito. Todos que estavam lá sabem em quem acreditam. Então era voltado para o seu Deus, para aquilo que você acredita – declarou.

A presidente do instituto, Sulys Araújo, também participou do vídeo e contou que a filha e outras crianças acreditaram que haviam cometido algum erro durante a apresentação quando a música foi interrompida.

– Eu, principalmente como mãe, quando as crianças desceram, que foram para os bastidores, minha filha começou a chorar e outras amiguinhas também começaram a chorar, se abraçar, por quê? Pensaram que fizeram alguma coisa errada no palco, porque o som parou do nada – disse.

A advogada do instituto, Karina Costa, afirmou que, apesar da repercussão nacional do caso, a entidade não pretende adotar medidas judiciais contra a promotora ou qualquer outro envolvido. Em suas palavras, a instituição prefere responder ao episódio com diálogo e ações educativas.

– Nós entendemos aqui pelo instituto que ações mal interpretadas, que qualquer coisa, qualquer desentendimento, a gente não pode retribuir com vingança, com retaliação, nós queremos paz – disse.

Ainda de acordo com a advogada, o instituto pretende criar uma oficina voltada à promoção da tolerância religiosa, ressaltando que o projeto social recebe pessoas de diferentes crenças e busca promover o respeito à diversidade.

Karina também destacou que a repercussão acabou dando visibilidade ao trabalho desenvolvido pelo Instituto João Gonçalves da Silva, localizado no bairro Barro Branco, no terceiro distrito de Duque de Caxias. Atualmente, a instituição atende cerca de 513 pessoas e oferece atividades como balé, jazz, teatro, hip hop, futebol e Libras, entre outras.


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