A Polícia Civil investiga uma chacina que deixou três mortos e uma mulher gravemente ferida na manhã desta segunda-feira (17), em uma residência localizada no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus. Segundo as autoridades, todas as vítimas pertencem à mesma família e foram atacadas com golpes de arma branca.
De acordo com o delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), os corpos foram encontrados em diferentes pontos da casa. Duas vítimas estavam em um quarto e uma terceira no corredor.
“Foi uma agressão direcionada. Todos possuem grau de parentesco, mas não podemos divulgar mais detalhes neste momento para não comprometer as investigações”, afirmou o delegado.
As vítimas fatais foram identificadas como Francisco das Chagas Moraes Santão, de 67 anos; Isabela Coelho Moraes, de 29 anos; e Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos. A sobrevivente é Dilma Cilene Lima Sampaio, de 44 anos, que foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.
Segundo o subtenente D. Nunes, da Polícia Militar, a ocorrência foi comunicada por um familiar que encontrou as vítimas dentro da residência.
“Quando chegamos ao local, três pessoas já estavam sem vida e uma ainda apresentava sinais vitais. O Samu foi acionado imediatamente para realizar o atendimento”, relatou.
As investigações apontam que os criminosos invadiram o imóvel durante a madrugada ou nas primeiras horas da manhã. A polícia acredita que mais de uma pessoa tenha participado da ação, embora o número exato de envolvidos ainda seja desconhecido.
O delegado explicou que todas as vítimas apresentavam ferimentos provocados por objeto perfurocortante, mas a perícia ainda irá determinar se os ataques foram cometidos com faca, terçado ou outro instrumento semelhante.
Informações preliminares indicam que Isabela não morava na residência e teria passado a noite no local. Vizinhos relataram que Francisco era evangélico e não possuía histórico de envolvimento com atividades criminosas. Dilma, que atua como agente de saúde, também não possui antecedentes.
A Polícia Civil trabalha com diversas linhas de investigação e tenta esclarecer a motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.