24/03/2020 às 22h56min - Atualizada em 24/03/2020 às 22h56min

Retrato Falado: procedimento auxilia polícia na elucidação de crimes

Instituto de Identificação Anderson Conceição Melo atende demandas de delegacias de todo o Estado.

Secom
FOTO: Arquivo/SSP-AM
Produção de representação facial humana ou retrato falado, recomposição facial humana e envelhecimento facial são atividades desenvolvidas por especialistas do Instituto de Identificação Anderson Conceição de Melo, vinculado ao Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC). Essencial na identificação de suspeitos de crimes ou no desaparecimento de pessoas, este trabalho é criterioso e requer técnica, habilidade gráfica e muita atenção.
 
Atualmente, o instituto atende demandas de delegacias de todo o Estado. O departamento de Sessão de Fotografia e Retrato Falado do Instituto de Identificação recebe, por ano, cerca de 90 requisições. O processo de construção de retrato falado compreende algumas etapas, iniciando pela solicitação da equipe de investigação. Depois disso, é realizado agendamento para receber a vítima, a testemunha ou o informante de forma reservada.
 
No instituto, a vítima vai relatar resumidamente o fato e a partir desse momento, a técnica em representação facial analisa a possibilidade de fazer o retrato falado, uma vez que tudo depende da descrição da vítima. Em seguida, é mostrado um banco de imagens para a seleção das características do suspeito, como formato do rosto, olhos, boca, entre outros. Quanto mais detalhes a vítima puder descrever do suspeito, mais próximo da realidade o material tende a ficar, facilitando assim as investigações em torno do respectivo caso.
 
Ao final, é solicitado ao informante que, diante do resultado, faça uma avalição e indique um percentual de semelhança com base no que se recorda da situação. O percentual mínimo de semelhança aceitável para envio às delegacias é de 60%.  O processo de produção do retrato falado em si tem a duração média de duas horas.


Foto: Reprodução
 
Caso solucionado - Um dos casos de grande repercussão, em Manaus, que contou com o trabalho de representação facial humana, foi o de uma criança de sete anos, raptada pela babá em setembro de 2013. Na época, a criança, havia saído com a babá para fazer compras, a pedido da mãe, e as duas não retornaram. A mãe da criança foi encaminhada ao instituto para a construção do retrato falado da babá e, logo que o material foi divulgado, a mulher libertou a criança, que voltou para sua família.
 
Outros procedimentos – O trabalho de reconhecimento facial também é realizado pelo departamento. Para isso, a equipe de investigação envia ao instituto de identificação a solicitação juntamente com o material a ser analisado. Neste caso, os materiais mais comuns enviados são imagens de câmeras de segurança que, por sua vez, contribuem para se chegar à identidade de um suspeito de furto, roubo, latrocínios e homicídios.
 
Diferente do retrato falado, o processo de envelhecimento facial fica todo a cargo do técnico que realiza o trabalho. Nos casos em que a família procura o procedimento, são solicitadas imagens dos próprios familiares, bem como a foto da pessoa desaparecida. A partir do que é visto no rosto da pessoa desaparecida e as características herdadas dos pais ou avós, por exemplo, a imagem é produzida.
 
Outro método é trabalhar exclusivamente através de conhecimentos do design gráfico, com os tipos de transformações que o rosto vai sofrendo ao longo dos anos e então, atribuindo essas modificações à construção da imagem. Para isso, deve-se levar em consideração a idade que se quer alcançar.

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