18/03/2020 às 14h56min - Atualizada em 19/03/2020 às 00h03min

Os impactos do Coronavírus na cadeia de fornecimento

Entre os centenas de efeitos do novo Coronavírus (Covid-19) nas vidas de pessoas do mundo todo, os impactos na cadeia de fornecimento são particularmente gritantes.

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Os impactos do Coronavírus na cadeia de fornecimento


Entre os centenas de efeitos do novo Coronavírus (Covid-19) nas vidas de pessoas do mundo todo, os impactos na cadeia de fornecimento são particularmente gritantes.

Uma circunstância global desse escopo - resultando em quarentenas, fechamento de escolas, fábricas lojas e aeroportos de diversos países - acaba por demonstrar uma característica fundamental de nossa sociedade: tudo está conectado.

A dinâmica do mercado muda ao vento de transformações sociais muito menos impactantes do que essa.

Alguns analistas no ramo dos negócios estão sugerindo que os efeitos na cadeia de suprimentos do Coronavírus são inéditos na história recente, algo que pode ser visualizado em metrópoles totalmente paradas para evitar que a doença se espalhe.

Nesse sentido, quais são os impactos reais do coronavírus na cadeia de fornecimento e como é possível que as empresas aprendem a preparar-se para situações como essa?

Os riscos da dependência de fornecedores específicos

Muitas empresas enfrentam grandes problemas quando epidemias ou desastres naturais afetam os países em que estão as empresas fornecedoras.

O impacto do Coronavírus está ligado principalmente ao efeito devastador que a doença está gerando na China, com quase metade de sua população em quarentena e diversas fábricas fechadas ou realocadas para a produção de máscaras respiratórias de proteção.

A importância da China no cenário econômico mundial cresceu enormemente nos últimos 20 anos. Nesse contexto, grande parte das grandes empresas mundiais dependem, direta ou indiretamente, de produtos chineses.

Adiciona-se à dificuldade natural do momento de crise o fato de que as empresas ainda não possuem sistemas refinados para realizar uma gestão aprofundada e adequada de suas cadeias de suprimento.

A Harvard Business Review tem alertado para essa questão, sugerindo que a dependência do mercado asiático afeta muitas empresas que não tem ideia de quem são os fornecedores de seus fornecedores.

Da mesma forma que a cadeia de suprimentos é composta por uma rede interconectada de empresas em parcerias globais, os efeitos disruptivos de um evento como o coronavírus também tem a capacidade de propagar como ondas por toda a rede.

A cadeia de suprimentos pode ser afetada de maneiras mais visíveis, como na falta de uma resina plástica que normalmente é comprada apenas de uma região chinesa, ou outras mais invisíveis, como no déficit de véus de noiva no mercado mundial. No caso da resina plástica, estamos falando de uma material essencial para toda uma cadeia de produção e que simplesmente não deveria ser comprada totalmente de uma mesma localidade.

A lógica para os empresários é simples. É preciso evitar que toda a operação seja 100% baseada em apenas um "canto", seja um país ou mesmo apenas um fornecedor. Caso esse cuidado não seja tomado, problemas regionais podem pôr em risco toda a cadeia.

Esses exemplos demonstram a dificuldade das empresas em criar uma gestão de risco adequada para situações planetárias, como é o caso do surto de coronavírus, especialmente no que concerne ao conhecimento do dos fornecedores de matérias-primas.

A questão é: como controlar e conhecer toda a cadeia de suprimentos?

Perguntas desse tipo apontam para soluções que fundam-se na própria raiz da gestão empresarial. Afinal, conhecer a fundo o que entra e o que sai de uma empresa é uma responsabilidade dos gestores com seus clientes e mesmo com os funcionários da empresa.

Resiliência: a palavra-chave para uma cadeia de suprimentos

A resiliência de uma cadeia de suprimentos pode ser medida pela capacidade dos gestores de detectar os sinais de um desequilíbrio na cadeia de suprimentos e planejar ações responsivas em tempo hábil.

É por isso que um planejamento de gestão de fornecedores deve, em todos os casos, manter uma lista com opções diversificadas para cobrir as faltas ocasionadas por disrupções na cadeia de suprimentos.

Empresas grandes devem inclusive trabalhar com fornecedores de países diferentes e procurarem checar com antecedência a política de fornecimento de matéria-prima dos fornecedores de produtos secundários. É aí que o conhecimento aprofundado da cadeia de suprimentos começa a tomar forma: não adianta apenas conhecer os fornecedores, é preciso identificar e reconhecer toda a cadeia de suprimentos.

É claro que uma situação com o Coronavírus atinge uma escala inédita e é muito possível que até os planejamentos mais sofisticados para contingenciamento e gestão de riscos sejam insuficientes para evitar falhas, ainda mais quando os resultados econômicos da pandemia parecem ser alarmantes.

No entanto, isso não significa que lições não devam ser apreendidas por quem se preocupa em manter os serviços disponíveis mesmo em situações emergenciais.

Conhecendo a cadeia de suprimentos a fundo

Não adianta, para mapear as relações da cadeia de suprimentos a fundo, é preciso firmar na empresa uma cultura de profunda transparência no que condiz ao relacionamento com empresas parceiras.

Isso significa firmar contratos claros e bem definidos anteriormente, além de gerir um banco de dados bem organizado e de fácil acesso, com todas as informações de fornecedores atuais e alternativos.

Em tempos de Coronavírus, uma das melhores opções para já ir preparando os esquemas da empresa para o futuro são as soluções tecnológicas. Para organizar as informações de contratos e a dinâmica de fornecimentos de sua empresa, aposte em soluções na nuvem como a ferramenta de gestão da EFCAZ.

Além de oferecer um mecanismo automatizado de homologação e certificação de fornecedores, a empresa brasileira ainda disponibiliza esquema para assinatura digital e gestão digital de contratos. Isso significa que - caso o fornecimento de sua empresa seja afetado - é possível buscar opções suplementares e fechar contratos de emergência online, sem necessidade de viagens ou visitas a sedes de empresas.

De fato, o setor de serviços online parece ser um dos pontos fortes em um momento de quarentena e limitação de movimentos. Buscar soluções baseadas na nuvem, como a EFCAZ,, significa caminhar alguns passos à frente rumo ao futuro que exige maior resiliência no mundo dos negócios.



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