30/08/2018 às 07h01min - Atualizada em 30/08/2018 às 07h01min

Fla luta, vence o Cruzeiro, mas não consegue placar e decepciona de novo na Libertadores

Resta agora o Brasileiro e a Copa do Brasil. Com menos jogos em sequência, quem sabe o futebol já apresentado este ano volte a aparecer.

Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS
As justificativas como o excesso de jogos da temporada, a adptação de jogadores contratados e outros problemas relacionados ao calendário brasileiro são insuficientes para explicar a terceira eliminação do Flamengo na Libertadores na atual administração, diante do Cruzeiro. Caiu de novo, desta vez, porque não teve competência de seu time, muito menos teve elenco para compensar a queda das principais peças nas horas mais decisivas da temporada. Diante do Cruzeiro, o técnico Maurício Barbieri bem que tentou arriscar, jogando sem centroavante de ofício a maior parte do tempo, mas não deu certo. Sobrou vontade, faltou competência nas finalizações.

Vitinho improvisado no lugar de Dourado até permitiu maior movimentação dos jogadores de frente. Mas nunca perigo real ao adversário. A melhor chance do primeiro tempo foi do Cruzeiro. Barcos desperdiçou debaixo da trave. Os contra-ataques foram mais perigosos também. Explorando um buraco no meio-campo do Flamengo. Na segunda etapa, um bom lançamento de Réver encontrou Marlos para rara finalização dentro da área. Fora do alvo. Só quando Dourado entrou que o gol saiu. Foi de Leo Duarte, em jogo aéreo até então pouco explorado, no segundo tempo.

Nada ganho até então, com 24 minutos. O Cruzeiro seguia melhor e assustando mais. Diego Alves salvou pelo menos duas bolas. Paquetá e Diego viveram noite apagadíssima. Everton Ribeiro foi o mais lúcido. Insuficiente. Nem com Dourado houve pressão. Os donos da casa mantinham o controle. Barbieri arriscou tudo ao tirar Cuéllar e botar Lincoln com Dourado nos minutos finais. Geuvânio entrou no lugar de Renê. E Réver foi jogar de centroavante também. Em vão. Ficou a luta até os quatro minutos de acréscimo.

Resta agora o Brasileiro e a Copa do Brasil. Com menos jogos em sequência, quem sabe o futebol já apresentado este ano volte a aparecer. Para um elenco de R$ 15 milhões em salários, a decepção é certa em um clube que almejava o título.

 

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