17/09/2019 às 10h23min - Atualizada em 18/09/2019 às 00h00min

Profissões do futuro: quais competências serão exigidas?

Mais de metade das atividades ocupacionais deixarão de existir até 2030.

DINO
https://etalent.com.br
Foto: Reprodução

O mercado de trabalho segue em constante transformação, trazendo à tona desafios e oportunidades para quem se mantém por dentro das notícias. Uma delas são as profissões do futuro.
 

Considerada uma importante pauta da 4ª Revolução Industrial, as profissões do futuro devem ocupar uma grande e rentável fatia do mercado. Nesse cenário futurístico, mais de metade das atividades ocupacionais conhecidas no mundo deixarão de existir até 2030.
 

Diante deste cenário, quais seriam as profissões do futuro? A ETALENT (https://etalent.com.br), especializada na Gestão do Comportamento, separou as quatro profissões que devem surgir ao longo dos próximos anos, gerando um leque de carreiras emergentes.
 

1) Detetive de dados


Ao invés de vestir um sobretudo, chapéu e sair pelas ruas coletando depoimentos e investigando cenas de crime, o detetive de dados será responsável por cuidar de um dos ativos mais preciosos do século XXI: Big Data.

 

Com tantos dados permeando a tecnologia em nuvem, essa profissão do futuro terá um alto valor estratégico às organizações - visto que as decisões do negócio serão cada vez mais influenciadas por dados.
 

Comportamentos necessários
 

Essa profissão requer uma pessoa que goste de estrutura, processos bem-definidos e qualidade no resultado, aspectos da alta conformidade.
 

Perceptividade, exatidão e paciência são características-chave para o detetive de dados - uma função cujo talento Especialista é o mais indicado.
 

Habilidades e conhecimentos
 

Raciocínio lógico, saber lidar com muitas informações ao mesmo tempo e capacidade de organizar e associar ideias são algumas das habilidades deste profissional.
 

Formação em Matemática ou Estatística e conhecimentos em Data Science serão fundamentais. Conhecer sobre finanças e legislações de dados também contará muito.
 

2) Curador de memórias pessoais


Black Mirror é uma aclamada série da Netflix. Em um dos seus mais marcantes episódios, uma mulher já em leito de morte revive todos os dias - em realidade aumentada - suas melhores noites e romances na juventude.

 

Apesar do tom melancólico desse episódio, é possível reparar profissionais que cuidam da mulher programando todas as imagens do passado, escolhendo memória por memória e gerando a experiência tão vívida e nostálgica.
 

Eles se encaixam como curadores de memórias pessoais, profissão do futuro responsável por buscar histórias, arquitetar e recriar experiências passadas de indivíduos que perderam a memória - ou desejam revivê-las da melhor maneira possível.
 

Comportamentos necessários
 

Essa profissão requer alguém detalhista e preciso, mas que também saiba se comunicar externamente e tenha um considerável nível de empatia.
 

Conexão, sociabilidade e paciência são fatores-chave para o curador de memórias - uma função cujo talento orientador é o mais indicado.
 

Habilidades e conhecimentos
 

Criatividade aguçada, oratória e capacidade linguística em dia e ser expert em construção de narrativas.
 

Formações comuns para essa profissão seriam: Comunicação (com pós em Tecnologia e/ou Linguística) e Neurociência. Conhecimentos na área de Psicologia são ótimos diferenciais.
 

3) Especialista em desintoxicação digital


Numa era onde os dispositivos eletrônicos praticamente tornaram-se extensão do nosso corpo, surge uma demanda de profissionais especializados em tratar os distúrbios comportamentais que o consumo digital excessivo vem causando.

 

E justamente nessa pegada que o especialista em desintoxicação digital ganha destaque como profissão do futuro.
 

Responsável por identificar e tratar pessoas viciadas em experiências digitais, esse profissional será um dos agentes de combate à ansiedade, estados depressivos e disfunções ocupacionais - como a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado) e a síndrome de burnout.
 

Comportamentos necessários
 

Tal profissão do futuro requer indivíduos observadores e críticos, capazes de ganhar a confiança das pessoas e de perceber os detalhes da vida digital dos pacientes.
 

Consideração, paciência e exatidão são fatores-chave para o especialista em desintoxicação digital - uma função cujo talento recuperador é o mais indicado.
 

Habilidades e conhecimentos
 

Saber identificar padrões de comportamento, trabalhar com dados sensíveis e lidar com atividades de longo planejamento e execução são habilidades comuns dessa profissão.
 

Graduação em Psicologia e especializações nas mais diversas ênfases da área será a exigência mínima do profissional. Conhecimentos em Comunicação e Tecnologia agregam bastante no desempenho.
 

4) Gerente de equipe humanos-máquinas

Ser um líder de alta performance, capaz de gerenciar e orientar uma equipe de humanos em rumo ao sucesso já é uma tarefa por vezes árdua. Num futuro próximo será possível incluir máquinas nessa equação.
 

Pois bem, é o que temos pela frente. O gerente de equipe humanos-máquinas será responsável por desenvolver o relacionamento entre pessoas e máquinas, programando a interação entre ambos de forma a otimizar o desempenho do time.
 

Comportamentos necessários
 

Delegar e buscar resultados ainda é preciso. Porém, ter capacidade analítica e saber se comunicar na diversidade funcional e cultural da equipe são os comportamentos que farão a diferença.
 

Automotivação, entusiasmo e perceptividade são fatores-chave para o gerente de equipe humanos-máquinas - uma função cujo talento direcionador é o mais indicado.
 

Habilidades e conhecimentos
 

Ter experiência em gestão de equipes, planejar metas e orientar a equipe respeitando suas diferenças.
 

Ser formado em Psicologia, Engenharia e/ou Ciência da Computação são campos de conhecimento válidos. Experiências com machine learning e recursos humanos podem ser tratados como diferenciais.
 

Como se preparar?
 

As organizações devem se antecipar e compreender quais competências comportamentais cada profissão do futuro exigirá, obtendo maiores chances de se destacar em sua área de atuação por meio de equipes altamente qualificadas e produtivas.
 

"Do mesmo jeito que as empresas precisam hoje de vendedores e recrutadores, cada qual no seu perfil, elas terão que adquirir uma inteligência capaz de construir o perfil de cargo dessas novas profissões", orienta Jorge Matos, presidente da ETALENT.


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