14/06/2019 às 14h56min - Atualizada em 16/06/2019 às 11h21min

O que é economia criativa? Veja 5 exemplos que já estão em sua vida

A indústria criativa cresce exponencialmente em receita e alcance, gera muitos empregos e valoriza a capacidade inovadora humana: entenda como ela já faz parte do seu cotidiano

DINO
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Biblioteca de Stuttgart. Crédito: Christian Wiediger/Unsplash


É improvável que você passe um dia sequer sem ser impactado pela economia criativa. Certamente, a caminho do trabalho ou da escola, seu celular está ligado e você ouve música enquanto dirige ou joga um game dentro do ônibus. Mais do que isso: se seu fim de semana está preenchido com uma sessão de cinema com pipoca ou com um curso de educação a distância para dar um brilho no currículo, lá está a economia criativa.

"O conceito compreende produtos e serviços cujo valor agregado vem da criatividade. Em outras palavras, são produtos e serviços que se baseiam na criatividade para gerar inovação, valor agregado e diferencial", define Ana Carla Fonseca, coordenadora do Programa de Educação Continuada da Fundação Getulio Vargas (FGV) em Economia Criativa.

Desde as primeiras máquinas a vapor da Revolução Industrial, no fim do século 18, o desenvolvimento econômico teve como motor a automação e a divisão do trabalho. Maquinários eficientes capitanearam as grandes indústrias dos últimos 200 anos, como é o caso das indústrias petroquímica, automobilística, da construção civil, da informática, entre outras. A atividade humana, em linhas gerais, estava restrita a duas funções: administrar e projetar sistemas produtivos ou repetir e reproduzir à exaustão funções mecanizadas.

As últimas décadas, contudo, promoveram duas novas revoluções concomitantemente: a cultural e a digital. No campo da cultura, setores relativos à ciência e à tecnologia ou à arte e ao entretenimento geram cada vez mais receitas, recebem mais investimentos, geram mais empregos e proporcionam lazer a mais cidadãos. E a indústria digital funciona como sustentáculo material deste fenômeno.

A ascensão da cultura como uma indústria robusta reflete uma transformação na relação do indivíduo com o trabalho: a criatividade, e não mais a mera capacidade de reprodução, é o grande ativo de um trabalhador. "Uma das grandes belezas da economia criativa é justamente resgatar a importância do capital humano dentro da economia", afirma Ana Carla Fonseca.

QUE SETORES COMPÕEM A ECONOMIA CRIATIVA?

Data de 1998 o documento que serviu de base para as primeiras definições de economia criativa - que até hoje são debatidas entre especialistas de mercado e acadêmicos, e constantemente alteradas. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), por exemplo, fala em 11 setores. Já a publicação Creative Industries - Mapping Document, produzida pelo governo britânico, foi a primeira a definir os setores: estabeleceu 13 segmentos criativos que podem ser divididos em quatro grandes áreas. Confira, abaixo.

Mídia

- Editorial (livros, revistas e conteúdos digitais)

- Audiovisual (conteúdo em vídeo, programação televisiva e transmissões em geral)

Consumo

- Arquitetura (edificações, paisagismo e desenho de ambientes, planejamento de espaços)

- Design (produtos e conteúdos gráficos e multimídia)

- Moda (desenho de roupas)

- Publicidade (criação de peças, marketing, pesquisa de mercados e organização de eventos)

Cultura

- Artes e Patrimônio (museologia, produção cultura e patrimônios históricos)

- Música (gravação, edição, criação e interpretação musical)

- Artes cênicas (atuação, produção e direção de espetáculos)

- Expressões culturais (artesanato, folclore, gastronomia e festivais)

Tecnologia

- Pesquisa e Desenvolvimento (investigações acadêmicas)

- Biotecnologia (bioengenheria e pesquisas laboratoriais)

- Tecnologia da informação (softwares, desenvolvimento de sistemas e robótica)

Contudo, não basta que a atividade esteja ligada a estes setores para que necessariamente esteja no âmbito da economia criativa. Embora não haja uma definição formal da relação entre dedicação a funções criativas versus funções mecânicas ou burocráticas, uma atividade é considerada parte desta indústria quando há caráter de inovação, pioneirismo e geração de valor para um produto ou serviço.

Para saber quais são as cinco formas nas quais a economia criativa já está em sua vida, veja a matéria completa em bluevision:
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