Influenciador comunista evita condenar estupros do Hamas; vídeo

Com a repercussão do vídeo, Jones Manoel passou a dizer que é alvo de "fake news"

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Influenciador comunista evita condenar estupros do Hamas; vídeo
Jones Manoel Foto: YouTube Fala Ordinário Podcast

Na última quarta-feira (22), o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco Jones Manoel (Federação PSOL-Rede) participou de um debate no podcast Fala Ordinário e evitou condenar diretamente os relatos de estupros atribuídos ao Hamas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel. O tema foi levantado pelo vereador do Recife Eduardo Moura (Novo), durante uma discussão que terminou em clima de tensão.

Antes da pergunta, foi exibido um trecho do depoimento de Ilana Gritzewsky, ex-refém israelense sequestrada no kibutz Nir Oz e mantida em cativeiro na Faixa de Gaza por 55 dias. Em relato apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), ela afirmou ter sofrido agressões e violência sexual durante o ataque.

Após o vídeo, Eduardo Moura questionou Jones Manoel sobre os crimes relatados.

– Você defende o estupro de mulheres, o estupro grupal, inclusive, de mulheres e de bebês, Jones Manoel?

Jones respondeu:

– A gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino. Eu não sou sommelier de resistência, não. A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele luta. A gente apoia a luta palestina pela libertação. Eu tenho um compromisso de vida com a libertação da Palestina. Esse compromisso nunca vai ser abrandado, não.

Mesmo após novas perguntas, o pré-candidato não respondeu diretamente se condenava os estupros mencionados nem fez distinção entre ações armadas e os relatos de violência sexual apresentados durante o debate.

As declarações ocorreram enquanto investigações internacionais analisam os ataques de 7 de outubro. Uma missão da representante especial da ONU para violência sexual em conflitos informou ter encontrado fundamentos razoáveis para acreditar que ocorreram estupros e estupros coletivos em diferentes locais do sul de Israel, além de reunir informações consideradas claras sobre violência sexual contra alguns reféns mantidos na Faixa de Gaza.

Na réplica, Eduardo Moura criticou a resposta do adversário e afirmou que ela demonstrava falta de limites em relação às práticas cometidas em nome da causa palestina.

– Ele foi questionado diretamente sobre o estupro de mulheres e teve a oportunidade de condenar esses crimes. Não condenou. Preferiu dizer que apoia todas as formas de resistência e que não é ‘sommelier de resistência’. Quando alguém se recusa a estabelecer como limite até mesmo a violência sexual, precisa responder publicamente pela posição que decidiu assumir.

O vereador também afirmou que estuda medidas para responsabilizar Jones pelas declarações.

– Para mim, quem defende estupro de mulher é lixo humano. E, se tem uma coisa que eu vou atrás, é saber se você deve ser responsabilizado pelo que acabou de admitir aqui.

JONES MANOEL DIZ QUE É ALVO DE “FAKE NEWS”
Após a repercussão, Jones Manoel publicou um vídeo no Instagram afirmando ser alvo de fake news e acusou a “extrema-direita” de divulgar conteúdos manipulados sobre sua participação no debate.

– A extrema-direita fascista voltou a intensificar os ataques contra nós. Estão espalhando cortes manipulados, mentiras e desinformação para tentar calar quem denuncia as injustiças que vivemos. Não vamos aceitar essa campanha de difamação.

Em seguida, políticos do PSOL manifestaram apoio ao pré-candidato. Entre eles está o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que divulgou um vídeo em defesa de Jones Manoel.

Assista:


FONTE: Pleno News
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