Durante a visita, os estudantes apresentaram os avanços alcançados com o projeto, incluindo a criação do robô “Kirimbawa”, nome que significa “forte” na língua Nheengatu. Desenvolvido pelos próprios alunos, o robô foi pensado para demonstrar como a robótica pode ser aplicada na solução dos desafios cotidianos da comunidade, como o transporte de materiais e a realização de tarefas diárias.
A gerente de Educação Indígena da Semed, Eneida Afonso, ressaltou a importância da robótica para a valorização da cultura e o desenvolvimento educacional dos estudantes indígenas.
"A introdução da robótica nas escolas indígenas representa um grande avanço, pois alia tecnologia ao conhecimento tradicional. Esse projeto não apenas desperta o interesse dos estudantes pela inovação, mas também fortalece a identidade cultural, permitindo que a tecnologia seja utilizada como uma ferramenta para preservar e divulgar os ancestrais", destacou.
O professor Erick Isidoro, coordenador do Centro de Tecnologia Educacional (CTE), enfatizou em como o uso da tecnologia tem mudado a educação indígena.
"A robótica tem proporcionado uma nova dinâmica na rotina dos estudantes, tornando o ensino mais interativo e envolvente. Unimos inovação e tradição, e essa combinação tem despertado ainda mais interesse dos alunos, além de contribuir para o desenvolvimento das habilidades cognitivas", afirmou.
A aluna Fernanda Brasão, responsável pela demonstração do robô “Kirimbawa”, revelou sua experiência e destacou o impacto da robótica na escola.
“Esse projeto trouxe muitas oportunidades para a nossa escola. Ele desperta curiosidade em nós, alunos indígenas, porque queremos aprender mais e conhecer novas possibilidades. Além disso, a tecnologia nos permite demonstrar e apresentar nossa cultura para outras pessoas de uma forma inovadora. Também que será um incentivo para os mais novos. Quando crescerem, vão perceber o quanto essa tecnologia é importante, assim como eu e meus colegas sentimos ao criar nosso primeiro projeto”, ressaltou um estudante.
Parcerias
O Sesi, parceiro técnico do projeto, é responsável pela metodologia educacional, capacitação dos professores e avaliação do impacto da robótica no ensino. Para garantir a eficácia do programa, o tempo educacional realizará visitas técnicas periódicas às escolas indígenas e demais unidades da rede municipal, avaliando a aplicação do conteúdo na sala de aula.
“Com essa abordagem inovadora, a robótica educacional se torna um instrumento de aprendizado essencial, que promove inclusão, criatividade e novas oportunidades para os estudantes indígenas da rede municipal de ensino”, comentou a superintendente do Sesi, Rosana Vasconcelos.
Já a Ardagh visa como a robótica e STEM pode qualificar crianças e adolescentes para o futuro, formando profissionais que trabalharão nas fábricas do futuro. “A Ardagh acredita no poder transformador da educação e investe na robótica, porque sabemos que um futuro melhor começa com uma base educacional sólida. Ao incentivar o aprendizado tecnológico nas escolas públicas, estamos formando jovens para a indústria do século 21, que hoje enfrenta uma grande carência de profissionais na área de tecnologia”, explicou a diretora de Sustentabilidade e líder do Projeto Ardagh para Educação, Elisangela Matos.