16/12/2020 às 10h04min - Atualizada em 16/12/2020 às 10h04min

Rock in Rio anuncia Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura para 2021

PORTAL DO SENA - Informando com credibilidade

Bruce Dickinson durante show do Iron Maiden no palco Mundo do Rock in Rio 2019 — Foto: Marcelo Brandt/G1
Uma tradição de 35 anos de Rock in Rio — não cumprida apenas na edição de 2017 — marcará presença com toda força em 2021: a noite do heavy metal. Esta terça-feira, os grupos Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (com a Orquestra Sinfônica Brasileira) foram anunciados como atrações do Palco Mundo em 24 de setembro — ou seja, a data de abertura da edição pós-pandêmica do festival, que correrá também nos dias 25, 26 e 30 do mês, e ainda em 1º, 2 e 3 de outubro, na Cidade do Rock, na Barra.

Além do anúncio desses primeiros nomes confirmados da programação, o Rock in Rio divulgou a data do começo da venda dos ingressos antecipados (o Rock in Rio Card): dia 9 de março.

— Esse Rock in Rio vai ser disparado o maior da história. As bandas que virão só vão tocar no Rock in Rio, estou fazendo tudo para trazer esse público de fora. Fiz uma pesquisa dos grupos mais conhecidos e estou conseguindo todos eles — conta o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, que garante já estar com a programação de “seis dos sete dias” do festival fechada. — (Com a pandemia) havia muitas dúvidas de quando os artistas iam voltar a fazer shows, mas essas dúvidas agora estão dissipadas. Eu comecei a falar sobre o festival com eles faz uns seis meses, e eu é que tinha que procurá-los. Agora, eles é que estão me procurando.

Longa história

Ao inglês Iron Maiden, um ícone do heavy metal com 45 anos de história e quatro participações no Rock in Rio (em 1985, 2001, 2013 e 2019), coube o posto de grande estrela da noite inaugural da edição 2021. Em depoimento ao festival, o vocalista Bruce Dickinson disse: “Os fãs do Maiden sabem que este festival é muito especial para nós por causa de nossa longa história juntos. A vibração do Rio é única e a paixão da multidão nunca deixa de ser eletrizante. A turnê ‘Legacy’, do ano passado, foi muito divertida, vocês terão que esperar para ver o que planejamos.”

Com mais de 15 milhões de discos vendidos em todo o mundo e uma carreira iniciada em 1985, o americano Dream Theater fará em 2021 a sua estreia no Rock in Rio. Um expoente da ala progressiva do heavy metal, o grupo nunca deixou de desfrutar de uma grande popularidade, mesmo em períodos em que o gênero não andou em muita evidência no mainstream. Um fenômeno que, em entrevista ao GLOBO, o vocalista James LaBrie credita à lealdade do seu público.

— Na medida em que você der a música que o público ama, ele estará lá para apoiar você. Alguém tinha que criar um nicho para o metal progressivo, e desde que o Dream Theater apareceu, as pessoas não pararam de chegar. Mesmo quando o momento era mais para o pop, ou para o rock, a gente ainda conseguia ser cool — conta o cantor, que aproveitou a quarentena para gravar um disco solo e começar a preparar um álbum com o Dream Theater.

LaBrie também diz que o grupo ainda está começando a conversar sobre a realidade de voltar a excursionar:

— Não sei dizer o que mais teremos de shows além do Rock in Rio... mas não vejo a hora, porque não há nada mais incrível do que ver aquele mar de pessoas na sua frente.

Já o americano Megadeth, uma das grandes bandas do acelerado thrash metal (ao lado de Metallica, Anthrax e Slayer), volta ao Rock in Rio depois de uma lendária apresentação (em 1991) e de um susto: ele participaria da edição de 2019, mas em junho daquele ano, a três meses do festival, cancelou seu show porque o cantor, guitarrista e líder do grupo, Dave Mustaine, anunciou que estava tratando um câncer na garganta. Em seu lugar, tocou no Rock in Rio a banda alemã Helloween.

Mustaine passou por sessões de quimioterapia e, em fevereiro, anunciou que estava livre do câncer. A banda promete voltar em 2021 com um álbum que, segundo o líder disse recentemente, será “um dos discos mais ferozes que fizemos desde ‘Rust in peace’ (1990)”.

E o Sepultura, como faz questão de lembrar Roberto Medina, é banda “sem a qual não se tem Rock in Rio”. Ao longo dos seus 36 anos de estrada, o maior nome brasileiro do rock internacional de todos os tempos tocou nas edições de 1991, 2001, 2011, 2013, 2017 e 2019.

Agora, depois de algumas experiências com instrumentos da música clássica, em diferentes formações, o Sepultura promete reler o seu repertório com a Sinfônica Brasileira para o show de abertura do Palco Mundo.

— A gente está fazendo um brainstorming dessas possibilidades com o Alexei Kurkdjan (maestro brasileiro com o qual a banda trabalhou no álbum “A-Lex”, de 2009), ele conhece a linguagem do metal — revela Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. — A ideia é fazer algo único, misturar ao máximo o som da banda com a da orquestra, para que tudo tenha o mesmo volume.
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