01/12/2020 às 12h15min - Atualizada em 01/12/2020 às 12h15min

Opção de Wilson para a presidência da Aleam recebeu R$ 2,6 milhões sem executar serviços na Seinfra, diz site

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Foto: Reprodução
Aspirante à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e, inclusive costurando nos bastidores o apoio do governador Wilson Lima (PSC) para o pleito, o deputado estadual Roberto Cidade (PV) é investigado na Operação Sangria, especificamente na terceira fase, deflagrada nesta segunda-feira, 30, em que foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Manaus.

Segundo matéria jornalística publicada nesta terça-feira, 1º de dezembro, no site nacional Metrópole, o deputado é apontado por “sangrar” os cofres públicos e, por supostamente integrar a organização criminosa envolvida no escândalo da compra dos respiradores superfaturados no auge da pandemia da Covid no Estado, figura em mais uma suspeita de irregularidade.

De acordo com informações colhidas pelo site na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do governo amazonense, a empresa Ecoagro Comércio e Serviços Ambientais Ltda., de propriedade de Roberto Cidade, abocanhou R$ 2,6 milhões relativos a contrato que jamais foi executado porque nunca existiu.

Cidade é novato na Assembleia Legislativa, está em seu primeiro mandato, assumido em 2019. Por ter trânsito junto ao governo e, integrar a base governista, ele vem intensificando a pressão interna para que o governador Wilson Lima o apoie no projeto de se eleger presidente do Parlamento estadual, justamente o poder que fiscaliza os atos do Executivo. Cidade é sobrinho do ex-deputado estadual Orlando Cidade e sua família possui outros contratos milionários com o governo do Amazonas.

Sangria

A Polícia Federal no Amazonas deflagrou, na manhã desta segunda- feira, 30, a terceira fase da Operação Sangria. O alto escalão do governo do Amazonas é investigado por crimes de organização criminosa, fraude a licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O chefe da Casa Militar, coronel Fabiano Machado Bó, foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão.

No total, foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A partir dos elementos de prova angariados após o cumprimento dos mandados judiciais das fases anteriores, identificou-se que funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas direcionaram, em favor de uma empresa investigada, a licitação cujo objeto seria a aquisição de respiradores pulmonares, sob orientação da cúpula do governo do estado.

Antes da abertura da licitação, a empresa investigada adquiriu parte dos respiradores pulmonares em outra unidade da Federação. E o próprio governo do Amazonas trouxe, por transporte aéreo, os equipamentos adquiridos pela empresa, custeando o frete.

Segundo a PF, com a chegada dos respiradores pulmonares a Manaus (AM), a empresa investigada, mediante acerto, repassou-os à empresa comercializadora de vinhos. Em seguida, houve a adjudicação da dispensa de licitação fraudulenta em favor da empresa distribuidora de bebidas, a qual entregou os produtos que a companhia suspeita tinha adquirido de fornecedores, e o próprio governo do Amazonas os transportou para Manaus no dia anterior à contratação da empresa de vinhos.

Investigações apontam que as triangulações realizadas entre as empresas investigadas, bem como o fretamento aéreo dos respiradores pulmonares custeado pelo governo do Amazonas, aumentaram a margem de lucro ilícita dos investigados.

A PF destaca que o edital de dispensa de licitação é explícito no determinar que tais custos deveriam ficar a cargo da empresa contratada, e não do governo.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude a licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

Governador na mira

Na mira do Ministério Público Federal (MPF), da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o vice, Carlos Alberto de Almeida (PTB), são suspeitos de liberar, entre fevereiro e agosto deste ano, repasse de R$ 82,8 milhões para um consórcio contratado por meio de parceria público privada (PPP).

O aporte financeiro deveria servir para equipar e gerir hospitais usados na linha de frente ao combate do novo coronavírus. Contudo, na prática, não foi o que ocorreu, segundo notas de empenho pagas pelo governo.

De acordo com os comprovantes analisados, apenas R$ 1,8 milhão do montante aportado foi reinvestido em benfeitorias e insumos nos hospitais geridos pela Zona Norte Engenharia, Manutenção e Gestão de Serviços S.A.

As unidades sob a coordenação do consórcio são conhecidas como Complexo da Zona Norte, que compreende o Hospital Pronto Socorro Delphina Aziz e a Unidade de Pronto Atendimento Campos Sales.

Com informações do portal O Poder

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