29/04/2020 às 11h20min - Atualizada em 30/04/2020 às 00h33min

Impactos do Coronavírus (COVID-19) no Comércio Exterior

Com a chegada do Coronavírus (COVID-19), as economias mundiais foram afetadas de formas inimagináveis, com o Comércio Exterior os impactos foram ainda maiores.

DINO
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O "Efeito Coronavírus (COVID-19)" tem gerado imensos desafios na economia mundial nos últimos meses devido ao fechamento dos negócios e a interrupção nas cadeias de suprimento globais, ocasionando uma menor demanda por bens e serviços.

As incertezas envolvem de forma inevitável o comprometimento do crescimento econômico para 2020, com o mercado precificando a desaceleração da economia mundial. No último relatório divulgado no início deste mês de abril pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a expectativa é a perda de 2 pontos percentuais em seu PIB a cada mês de confinamento, segundo Angel Gurria - Secretário Geral da organização. Vale lembrar que estamos partindo para o terceiro mês de leis restritivas de comércios não essenciais pelo mundo, com o início afrouxamento assistido em alguns países europeus a exemplo da Áustria, Alemanha e Dinamarca, além da China que voltou as atividades há três semanas.


Como "Efeito Coronavírus" afeta as empresas brasileiras?

Em meio a estas desconfianças e dificuldades de mercado, as empresas pelo mundo estão buscando adaptações para continuar atendendo seus clientes e não parar suas operações e nas brasileiras o cenário não é diferente. Muitas flexibilizações estão sendo realizadas para manter os colaboradores produzindo em home office, comerciantes por sua vez, têm investido em plataformas de e-commerce, outros com fortalecimento do delivery e na área política os governos federal e estaduais criam planejamentos e medidas de estímulos econômicos para que as empresas possam sobreviver a este período, estímulos que vão desde empréstimos até suspensão de pagamento de impostos.

Além da redução do consumo, o índice de confiança dos empresários industriais (ICEI) vem caindo durante a crise (março e abril), onde foi registrado o menor índice da série histórica (queda de 25,8%), fazendo referência a maior queda registrada em um único mês que havia ocorrido em junho de 2018. Contudo, diversas medidas para fomentar o mercado, trazer algum ganho no fluxo de caixa da empresa ou até mesmo uma redução no custo, estão sendo tomadas por todas as áreas das companhias, buscando a minimização dos impactos e a manutenção dos quadros de funcionários.


Quais os impactos e mudanças no setor Comércio Exterior brasileiro com o "Efeito Coronavírus"?

Para o comércio exterior brasileiro, os impactos já podem ser notados neste primeiro semestre de 2020, a movimentação no setor portuário brasileiro apresentou uma queda de 3,29% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram movimentados 513 milhões de toneladas, contra 530,5 milhões em igual período de 2018. O balanço com os números do setor foi apresentado no último mês de março/20 pela Agência Nacional de Transportes Aquáticos.

O índice já apresentava uma retração que agravou-se ainda mais na queda de movimento na circulação de mercadorias (importação e exportação) com o Coronavírus (COVID-19), assim, o setor logístico internacional de forma geral, impactou as operações fiscais e causaram uma queda significativa na arrecadação dos impostos e consequentemente, menos dinheiro para estados e municípios brasileiros.

Como podemos ver, no setor de Comércio Exterior os impactos negativos não são diferentes dos demais, por este motivo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, juntamente com a Camex e diversos órgãos anuentes envolvidos, tem publicado diversas medidas para ajudar as indústrias em geral, bem como, facilitar a importação ou exportação de insumos no combate ao COVID-19 neste momento.

Com as mudanças no Portal Único de Comércio Exterior, as empresas precisam se atentar ao cadastro de produtos, pois este será o principal mecanismo para criação dos processos de Comércio Exterior a partir deste momento e a principal ferramenta de fiscalização do governo na coerência dos dados.

Frente a esta questão, é de suma importância que empresas que trabalhem com importação ou exportação de bens, realizem de forma contínua e imediata a equalização das base de dados referente aos produtos, uma vez que o tempo para sanear as informações será curto e sem esta preparação, o risco de impactar a operação de comércio exterior com a retomada das transações internacionais é altíssimo, este tema precisa ser de fundamental importância nesse momento para as empresas que dependem de comércio exterior.


Como se preparar com tecnologia para o futuro do Comércio Exterior no Brasil pós Coronavírus?

Com a retomada da economia mundial após o controle da pandemia do Coronavírus (COVID-19), os processos de comércio exterior se normalizarão gradativamente junto ao reaquecimento da economia global que deve ocorrer entre 12 e 36 meses, mas como podemos observar já em uma nova era de fiscalizações do governo federal dentro do setor.

Com as fiscalizações mais intensas, as empresas brasileiras necessitaram de bases confiáveis e sistemas robustos para o controle de todas as fases destes processos. Portanto, o Onesource Global Trade não é apenas uma ferramenta de gestão de embarques, é uma solução completa que oferece o compliance do processo de comércio exterior, relatórios confiáveis (baseados e leiautes pré-definidos pela empresa), automação com os órgãos do governo, integração com os principais ERP’s e mecanismos que permitem que o cliente possa ter múltiplas organizações em países distintos conectados há uma única plataforma.

Porém soluções precisam ser muito bem adequadas a necessidades das empresas, para isso a escolha de parceiros que possuem referências das maiores indústrias do mundo, metodologias comprovadas e profissionais certificados com conhecimento do negócio, são fundamentais para a realização de processos e projetos confiáveis.

Por Evandro Toni, Comex Specialist da Adejo. Com mais de 10.000 projetos entregues e atuando há 15 anos no mercado, a Adejo é considerada uma das principais parceiras da Thomson Reuters no Brasil para soluções fiscais e de Comércio Exterior, proporcionando os melhores resultados.



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