23/04/2020 às 20h52min - Atualizada em 23/04/2020 às 20h52min

“Nesta guerra a nossa arma é o sistema de saúde, se não fortalecermos não teremos como vencer”, defende Alberto Neto

Foto: Reprodução
Manaus/AM – Na tarde desta quinta-feira (23), a comissão externa da Câmara dos Deputados, criada para acompanhar as ações de combate ao coronavírus reuniu, por videoconferência, a bancada amazonense para debater a situação da saúde no estado. Participaram da reunião todos os deputados federais, um senador, o prefeito de Manaus e o governador do Amazonas.

O deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) participou do encontro por videoconferência, na qual citou os nomes dos seis policiais militares e de alguns profissionais de saúde que morreram em decorrência da covid-19 no Amazonas, em homenagem a suas memórias e como forma de prestar condolência a seus familiares.

O parlamentar está em Manaus desde a semana passada onde tem realizado vistorias em unidades de saúde para entender as medidas que estão sendo tomadas para o enfrentamento da doença e buscar reforços junto ao Governo Federal para ajudar no combate ao Covid-19. Alberto Neto ressalta que continuará visitando os hospitais e prestando ajuda à população.

No início da pandemia o deputado fez questão de destinar suas emendas para as ações voltadas ao Coronavírus, já foram destinados mais de 26 milhões para ações de combate ao Covid-19.

“Uma questão muito importante é que os hospitais não estão totalmente direcionados, somente o Delphina Aziz, que é hospital de referência, mas no HPS 28 de Agosto, por exemplo, continua atendendo à pacientes com outros problemas de saúde, o que tem causado contaminação. Minha sugestão, que irei protocolar, é que sejam colocados contêineres em todas as zonas da cidade para fazer a triagem a fim de desafogar os hospitais. Também estou trabalhando para fomentar a doação de sangue. Nesta guerra a nossa arma é o sistema de saúde, se não fortalecermos não teremos como vencer”, declarou.

Situação da saúde

O governador do estado, Wilson Lima, ressaltou que, além da pandemia do novo coronavírus o Amazonas também enfrenta os casos de H1N1 e outras doenças respiratórias que aumentar durante o inverno amazônico. Lima fez um panorama da situação enfrentada pelo sistema de saúde e ressaltou o esforço do governo estadual para multiplicar a quantidade de leitos através da abertura de hospitais de campanha e aparelhamento dos prontos socorros da capital.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, explicou que além da atenção básica, que é de competência municipal, conduziu a abertura do Hospital de Campanha Gilberto Novaes, implantado de forma recorde na zona norte e que tem recebido pacientes com Covid-19 encaminhados por outras unidades de saúde. Neto ressaltou que a medida ajudou, mas ainda não é suficiente e fez um apelo.

“Nós precisamos de ajuda, de medicamentos, de equipamentos, de profissionais e de recursos. E precisa chegar com rapidez, com a rapidez comparada com a do corona (vírus), porque o corona não espera. Tínhamos uma média de 30 mortos em Manaus por dia, passo todos os dias isso para o governador, de repente passamos para 66, depois para 135 e cada com mais mortes em casa, ou seja, pessoas que não conseguiram ser atendidos pelo sistema”, disse.

Casos no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) divulgou nesta quinta, que o Amazonas possui 2.888 casos confirmados da doença, dos quais 1.495 pessoas estão em isolamento social ou domiciliar, 198 pacientes estão internados, sendo 86 em leitos clínicos (50 na rede privada e 36 na rede pública) e 112 em UTI (48 na rede privada e 64 na rede pública.

Além disso, 688 casos suspeitos aguardam confirmação do diagnóstico. Desses, 500 estão em leitos clínicos (182 na rede privada e 318 na rede pública) e 188 estão em UTI (91 na rede privada e 97 na rede pública). Até o momento o estado lamenta a morte de 234 pacientes.

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