'Golpe do amor' tem feito vítimas em São Paulo; saiba como funciona

Segundo a Receita Federal, para convencer mais as vítimas sobre a veracidade das informações, os bandidos chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas

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Um golpe tem sido usado para enganar vítimas no Brasil: os criminosos criam perfis em redes sociais, em que se passam por estrangeiros, adicionam as vítimas, se aproximam e tentam convencê-las de que estão apaixonados. Depois de um certo tempo de "relacionamento à distância", o suposto namorado ou namorada afirma que vai enviar um presente — como bolsas, celulares, joias e anéis de noivados — ou dinheiro para o novo amor. Depois do suposto envio, o golpista alega que os bens foram retidos pela alfândega, e que a pessoa precisa depositar um valor para a liberação. De acordo com a Receita Federal, que alerta contra o golpe, a alfândega no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, voltou a receber, diariamente, cerca de dez ligações de pessoas querendo confirmar a instrução que receberam para efetuar depósitos em contas de determinadas pessoas físicas para terem valores ou encomendas liberados. Em geral, nesta armadilha, o criminoso informa o número de conta-corrente de pessoa física para o depósito. Depois que a vítima deposita a quantia, o golísta continua com a farsa, alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem, em busca de mais dinheiro.
Segundo a Receita Federal, para convencer mais as vítimas sobre a veracidade das informações, os bandidos chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas (courier), inclusive com falso rastreamento da suposta encomenda.

  Confira as orientações da Receita Federal
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Nos casos de as encomendas enviadas por Remessa Expressa, pode-se confirmar se a empresa está habilitada no Brasil no site. Em casos de dúvidas, o interessado pode entrar em contato com a Receita Federal. Caso a pessoa considere estar sendo vítima de ação fraudulenta ou de tentativa de estelionato, é imprescindível que também registre a ocorrência numa delegacia policial especializada.
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