Investigador da Polícia Civil aliou o esporte à Segurança Pública e hoje treina atletas de alto rendimento

Atualmente a academia funciona na rua Rogério Magalhães, nº 8-B, núcleo 10, Cidade Nova...

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FOTO: Divulgação/PC-AM

Faixa preta de jiu-jítsu e com 18 anos dedicados à Segurança Pública, o investigador da Polícia Civil, Melquesedeque Galvão, 40, se dedica desde 2013 a mudar a vida de jovens por meio do esporte. Ex-atleta da modalidade e tendo lidado com a violência frente a frente quando fez parte do Grupo de Forças Especiais de Resgate e Assalto (Fera), ele coordenou um projeto social que tinha como objetivo oferecer o esporte para jovens, adolescentes e policiais. Desde então, sua vida mudou. “De 2001 a 2013 dividi a minha função de policial com a função de atleta. Em 2013, passei a ser somente treinador e a minha função policial ficou mais atrelada a resgate e a prevenção. Acredito muito no esporte como um benefício para a população, para os jovens e até mesmo para pessoas com distúrbios psicológicos”, disse Melqui, como é chamado pelos alunos.
Alto rendimento – Aliando as funções na Polícia Civil com a trajetória no jiu-jítsu, atualmente ele é o responsável pela rotina de treinos de cinco atletas de alto rendimento que moram na academia gerenciada por ele e têm se destacado no cenário internacional.

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A partir de 8 de julho, outros cinco atletas de diversos Estados passarão a morar em Manaus para treinar com o investigador da PC-AM. “Esses atletas têm uma alimentação diferenciada, tem um treinamento de jiu-jítsu diferenciado, eles recebem um suporte para fazer a preparação física e mental, além de aulas de inglês e natação. Esses atletas passarão seis meses aqui e depois eu os encaminharei para um grande centro, em São Paulo, para dar continuidade na carreira”, explicou Melquesedeque.
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Entre os atletas treinados por Melquesedeque Galvão estão Franciele Nascimento, de 22 anos, faixa preta da modalidade e campeã da seletiva da Abu Dhabi Combat Club  (ADCC); Samy Galvão, de 19 anos, faixa roxa de jiu-jítsu e que está competindo nos Estados Unidos; Diogo Reis, de 17 anos, faixa azul da modalidade, campeão mundial, europeu, pan-americano e brasileiro; Alessandro Botelho, de 16 anos, faixa azul de jiu-jítsu, campeão sulamericano e brasileiro da modalidade; e Micael Galvão, de 15 anos, também faixa azul da modalidade e campeão mundial, europeu, pan-americano e brasileiro.
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FOTOS: Divulgação/PC-AM
“Quando foquei somente nos atletas e esqueci de mim, consegui me destacar. Como treinador consegui ganhar todos os títulos possíveis através dos meus atletas: mundial, brasileiro, pan-americano, europeu.  Hoje acredito que consigo oferecer uma profissão para eles. Consigo profissionalizar eles para que tenham um sustento através do esporte, indo viver nos grandes centros”, disse o treinador. Atualmente a academia funciona na rua Rogério Magalhães, nº 8-B, núcleo 10, Cidade Nova, na zona norte, próximo ao Hospital Francisca Mendes.
Diferencial – O policial treinador afirma que ter nos quadros do sistema de Segurança Pública agentes que também são atletas é um diferencial. “O esporte é um diferencial na vida de todo o ser humano. Além da disciplina, ele lhe dá confiança, melhora sua capacidade de raciocínio, melhora a sua capacidade de movimentar o seu corpo”, ressaltou Melquesedeque.
FONTE: Secom