06/06/2019 às 19h35min - Atualizada em 06/06/2019 às 19h35min

Alberto Neto entrega relatório sobre presídios do AM para ministro Sérgio Moro

A visita aos presídios amazonenses foi realizada no dia 31 de maio...

Foto: Reprodução
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PRB-AM), presidente da Comissão Externa que visitou os presídios do Amazonas em maio, entregou ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, um relatório referente aos pontos positivos e negativos identificados nas unidades prisionais. A entrega do documento foi realizada na tarde desta quinta-feira (6).  

A visita aos presídios amazonenses foi realizada no dia 31 de maio, uma sexta-feira, com a presença de outros deputados federais. O grupo conheceu as instalações do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e Centro de Detenção Provisória Masculino e Feminino, todas localizadas no Km 8 da BR-174. 

O relatório gerado após a visita aponta problemas nas unidades que precisam ser corrigidos pelo Governo do Estado, com apoio do Governo Federal, que atualmente está colaborando com a manutenção da ordem nas unidades prisionais do Estado por meio da Força Nacional, para evitar novas rebeliões, fugas e massacres dentro das prisões. 

Entre os pontos negativos elencados no documento, a falta de agentes penitenciários concursados preocupa o parlamentar, pois coloca presidiários perigosos sob os cuidados de carcereiros da empresa terceirizada Umanizzare, que não têm o preparo necessário para conter os internos em casos de motins, como o que motivou a criação da comissão. 

 
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A falta de infraestrutura nas cadeias também é apontada no relatório. Em todas as unidades, as entradas de ar são inadequadas deixando o ambiente carcerário insalubre e a  presença de tomadas nas celas é questionada pelo deputado, já que facilita o uso de aparelhos de comunicação pelos detentos. 

Ressocialização - Alberto Neto destacou que o presídio feminino realiza um trabalho notável de ressocialização com as detentas com resultados comprovados estatisticamente. No local, são desenvolvidos projetos, oficinas e programas de qualificação profissional que visam a remição da pena por trabalho e estudo. O CDPM também investe no resgate profissional dos detentos com a fabricação de chinelos e com um projeto de panificação desenvolvidos na unidade.

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