14/05/2019 às 16h08min - Atualizada em 15/05/2019 às 00h00min

Ações terroristas ganharam novas formas requintadas, modernas e ainda mais cruéis

O terrorismo é praticado desde os primórdios da história da humanidade.

DINO
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O terrorismo é praticado desde os primórdios da história da humanidade. No entanto, tais práticas extremistas evoluíram na idade média e nas eras moderna e contemporânea.
 

O grande impacto na era contemporânea para a sociedade mundial foi o atentado das torres gêmeas nos Estados Unidos, acontecido em Nova York, em 11 de setembro de 2001, o que mudou o paradigma dos conflitos mundiais.
 

Nos tempos modernos, há centenas de grupos terroristas espalhados pelo globo. Alguns são locais como o IRA, em um passado recente; e nacionais como o Boco Haram na Nigéria, além dos supranacionais como o Estado Islâmico (ISIS), que surgiu para conquistar o califado. Já o Al Qaeda levantou-se como um círculo com pretensões internacionais.
 

 

Estes grupos apresentam várias motivações, podendo ser: religiosa, ideológica, social, financeira e até criminosa.
 

Os ataques se proliferam principalmente nas grandes cidades do mundo como: Nova York, Paris, Londres, Bruxelas, Moscou, entre outras. Entretanto, o que assistimos nos últimos tempos é uma vocação destes grupos em atacarem, sem compaixão alguma, seus alvos, seja aonde for.


A mídia faz a cobertura nas grandes cidades, mas, muitas vezes, os grandes atentados são ocorridos em países pobres. E basta uma carga de 500 kg de TNT para matar centenas de pessoas.
 


O mundo está passando por problemas graves como fome, desemprego, doenças, falta de políticas públicas, além de formas de governo e de estado com ideologias nada democráticas. Com todos esses problemas, os grupos terroristas recrutam "simpatizantes" pelo mundo afora para lutarem por suas causas. O que pudemos observar também é a atuação dos "lobos solitários", jovens pobres iludidos por seus sonhos. Muitas vezes me pergunto: Quem realmente financia estes grupos terroristas?
 

 

O Al Qaeda, depois da morte de Osama Bin Laden, franqueou o terrorismo, alcançando uma série de simpatizantes via Internet. O ISIS também utiliza esta ferramenta para recrutar e divulgar sua causa. No caso do Estado Islâmico, o grupo se autofinancia por roubo de petróleo, pela venda de obras de artes, além de sequestros, pedágios, drogas e armas, todos muito lucrativos!
 

O que acontece agora?
 

Alguns grupos terroristas se aproveitam da grande demanda de drogas e de armas, e promove negociatas com grupos criminosos, principalmente na América Latina.
 

Outro fato recente é a utilização do terrorismo como motivação política, prendendo cidadãos pelo mundo, como no caso do turco Ali Sipahi, preso por decisão da justiça brasileira baseado num pedido do governo turco. A alegação é que ele pertence ao grupo "terrorista" Hizmet. Ora, esse grupo é pacífico e sem qualquer ligação internacional com o terror.
 


Fotos: Reprodução

 

Desta forma, precisamos tomar muito cuidado com estes pedidos para que inocentes não sejam presos pelo mundo, em nome de interesses políticos, e para que, realmente, não se crie terror entre as pessoas.


Ricardo Ferreira Gennari - Graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômica de São Paulo, Ricardo Gennari é especialista em Inteligência Estratégica e Segurança. Pós com MBA em Inteligência Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Política e Estratégia pela Universidade de São Paulo (USP). E ainda, Gerência de Sistemas e Serviços de Informação; Logistics and Transportation for the Executive Manager pela School of Business Administration - University of Miami. Mestrando em Gestão de Políticas Públicas pela FGV. Tem cursos de Especialização na Brookings Executive Education - Washington D.C. - USA; na Academy of Competitive Intelligence; no Internacional Police Executive - New York; na Escola Superior de Guerra e na Escola de Governo, conveniada à Universidade de São Paulo; no Institute of Terrorism Research and Response de Israel; na Defense Academy of the United Kingdom (Inglaterra); na Academy for Advanced Security & Anti-Terror Training (Israel) e na National Intelligence Academy (Estados Unidos).

Instagram: @ricardogennari

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