Enquanto Messi monopoliza os holofotes com seus recordes, o italiano Carlo Ancelotti começa a encaixar as peças no Brasil sob o comando de um Vinicius Júnior em estado de graça. Seria a Seleção Brasileira a grande favorita oculta da Copa do Mundo de 2026?
Os números apontam para essa possibilidade. O atacante do Real Madrid balançou as redes em todas as três partidas da fase de grupos. Salvou o empate contra o Marrocos (1 a 1), repetiu a dose e deu uma assistência contra o Haiti (3 a 0) e marcou duas vezes no jogo contra a Escócia (3 a 0).
VINI EMULA ROMÁRIO E RONALDO
O camisa 7 da Seleção é o quinto brasileiro a marcar em todos os três jogos da fase de grupos de uma Copa do Mundo. Os outros foram Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (2002). Ou seja: sempre que um brasileiro alcançou essa marca, a Seleção conquistou o título.
Vini entrou de cabeça nessa batalha pela artilharia na qual apenas o argentino Lionel Messi, o francês Kylian Mbappé, o norueguês Erling Haaland e o português Cristiano Ronaldo pareciam estar. Ele mesmo avisou antes do início do Mundial: “Estou no meu melhor momento físico e mental”.
Até esta quinta-feira (25), o jogador de São Gonçalo é quem mais finalizou em direção ao gol: oito vezes, o mesmo número de Messi e uma a mais que Mbappé, segundo as estatísticas oficiais da FIFA.
No momento, ele também é o atleta com mais chutes desferidos de dentro da área (11), embora ainda restem partidas desta primeira fase por disputar.
O atacante é o terceiro que mais realizou desmarques em velocidade nas costas da defesa, com 73, atrás apenas do marroquino Ismael Saibari (95) e do mexicano Julián Quiñones (76), e o terceiro com mais sprints (164).
Mas não é só Vinícius que está chamando a responsabilidade. Matheus Cunha, o falso 9 de Ancelotti, soma três gols, com o seu duplo tento diante do Haiti e o gol marcado contra a Escócia.
BRUNO GUIMARÃES E ALISSON
No quesito assistências, quem se destaca é Bruno Guimarães. Ele e Casemiro são peças fixas do técnico italiano no meio-campo.
O volante do Newcastle, que perdeu a reta final da temporada europeia por lesão, já distribuiu três assistências, o mesmo número do francês Michael Olise e do sueco Alexander Isak.
Guimarães também aparece entre os dez primeiros jogadores com mais tentativas de ruptura de linhas (12), perto do suíço Ricardo Rodríguez e do marroquino Bilal El Khannouss, ambos com 16.
No gol, Alisson começa a encontrar o seu ritmo ideal. Questionado por ter desfalcado o Liverpool em cerca de 30 partidas na última temporada devido a lesões, o goleiro sofreu apenas um gol na fase de grupos do Mundial. Entre as 48 seleções participantes, Alisson é provisoriamente o sexto goleiro com mais defesas realizadas (11).
No fim das contas, os brasileiros garantiram a liderança do Grupo C e agora aguardam o rival dos 16 avos de final, que será o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão e Suécia entre os candidatos.
A história mostra que a pentacampeã do mundo é especialista em dar a volta por cima. Foi assim nos Estados Unidos em 1994 e na Coreia e Japão em 2002.
*EFE