Delegada dá ordem de prisão durante treino de crossfit em SP; vídeo
Segundo Gallinati, o caso aconteceu após a gerente do local procurá-la durante o treino para informar que uma aluna estava em pânico
Foto: Reprodução/Instagram @raquelgallinati
A delegada Raquel Gallinati relatou, em entrevista ao programa Pleno Time, um episódio inusitado ocorrido durante uma aula de crossfit: ela deu voz de prisão em flagrante a um homem acusado de perseguir a ex-companheira dentro de uma academia.
Segundo Gallinati, o caso aconteceu após a gerente do local procurá-la durante o treino para informar que uma aluna estava em pânico, escondida no vestiário, porque vinha sendo perseguida pelo ex-namorado havia mais de dois meses.
– Ela já estava sendo perseguida há mais de dois meses, tentando vários horários daquela academia até achar um horário que ela faz aula – afirmou a delegada nesta terça-feira (12).
Gallinati explicou que identificou imediatamente a configuração do crime de perseguição, conhecido como stalking, tipificado no Brasil desde 2021. De acordo com a delegada, ainda existe desconhecimento sobre esse tipo de violência, muitas vezes tratado apenas como um desentendimento amoroso.
– Ali era um flagrante. Não é necessária uma medida protetiva descumprida para caracterizar o flagrante – disse.
A delegada contou que tentou inicialmente convencer o suspeito a deixar o local.
– Falei assim: “Olha, suma daqui, pegue suas coisas e suma daqui, porque você está deixando uma pessoa aterrorizada dentro do vestiário” – relatou.
Sem arma e equipada apenas com uma garrafa de água, Gallinati precisou pedir ajuda aos frequentadores da academia quando o homem tentou fugir.
– Eu sabia que não teria força física. Eu estava munida com um squeeze, uma garrafinha de tomar água – afirmou.
Dois professores e outros alunos ajudaram a conter o suspeito até a chegada da Polícia Militar.
A delegada também revelou detalhes que, segundo ela, reforçaram a gravidade do caso. O homem morava a cerca de 20 quilômetros da academia, enquanto a vítima residia próximo ao local. Além disso, ele trabalhava em home office, o que descartaria qualquer justificativa profissional para frequentar a região.
– Ele fazia campana e tocava na porta do apartamento dessa menina – disse.
Gallinati explicou ainda que não foi responsável pela formalização do flagrante na delegacia.
– Eu dei a voz de prisão em flagrante e quem elaborou foi uma delegada de polícia também – concluiu.
Confira: