Ator amazonense é preso por golpe milionário com falsa venda de moeda estrangeira

Ainda conforme as apurações, os investigados teriam simulado o sequestro de Paulo de Queiroz como parte do esquema criminoso

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na manhã de quarta-feira (9), um ator e dramaturgo amazonense suspeito de aplicar golpes envolvendo a falsa venda de moeda estrangeira. A ação foi realizada por investigadores do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob coordenação do delegado Cícero Túlio.

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra Paulo de Queiroz Martins e Renata de Queiroz Silva. Segundo as investigações, a dupla convencia vítimas a transferirem altas quantias sob a promessa de investimento na compra de euros com valores abaixo do mercado.

De acordo com a polícia, os suspeitos alegavam integrar grupos de investidores com acesso a negociações privilegiadas da moeda estrangeira, prometendo lucros rápidos e expressivos com a revenda. Após o recebimento dos valores, no entanto, os recursos não eram aplicados e nem devolvidos às vítimas.

Ainda conforme as apurações, os investigados teriam simulado o sequestro de Paulo de Queiroz como parte do esquema criminoso. Vídeos foram enviados às vítimas, que eram induzidas a acreditar que ele havia sido capturado por agiotas, o que gerava novas solicitações de dinheiro.

A polícia identificou também que uma das vítimas chegou a adquirir cerca de 50 mil dólares e entregar aos suspeitos, sob a justificativa de reaplicação em euros — o que não ocorreu.

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As investigações apontam que os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 1 milhão com o esquema. Foi constatado ainda que Renata apresentava um padrão de vida incompatível com sua renda declarada.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros em contas ligadas aos investigados.

Os dois devem responder pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. Após os procedimentos legais, eles serão submetidos à audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.