"Blogueiras do crime" são indiciadas por tráfico de drogas e outros cinco crimes em Manaus

O conteúdo, que rapidamente alcançou centenas de milhares de visualizações, chamou a atenção de portais de notícias em todo o Brasil e colocou as influenciadoras no radar das autoridades.

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A Polícia Civil do Amazonas concluiu, na última semana, as investigações envolvendo as blogueiras manauaras Bárbara Santos e Carla Priscila, que viralizaram nas redes sociais após publicarem um vídeo ostentando armas de fogo enquanto dançavam funk.

O conteúdo, que rapidamente alcançou centenas de milhares de visualizações, chamou a atenção de portais de notícias em todo o Brasil e colocou as influenciadoras no radar das autoridades.

Durante as investigações, a polícia identificou indícios de que ambas atuavam como auxiliares de narcotraficantes na região do bairro Compensa, zona centro-oeste de Manaus, área conhecida pela intensa atividade de tráfico de drogas.

Com base nos elementos iniciais, o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) solicitou a prisão de Bárbara, Carla e do companheiro de uma delas, Jheferson Rhuan, conhecido como “Rhuan Cagão”, além de mandados de busca e quebra de dados telemáticos. As prisões foram decretadas pela Justiça.

Bárbara foi presa no dia 30 de dezembro, enquanto treinava em uma academia na zona norte da capital. Com ela, foram encontrados dois simulacros de arma de fogo e um recibo falsificado de compra dos objetos.

Já Carla e Jheferson não foram localizados e passaram à condição de foragidos.

No celular de Bárbara, os investigadores encontraram conversas que indicam tentativas de enganar a polícia, incluindo a apresentação dos simulacros e do documento falso.

As análises também apontaram a participação do companheiro de Bárbara, Gustavo, conhecido como “O Euro”, no transporte de mais de 300 quilos de maconha da Colômbia para o Amazonas.

A Polícia Civil chegou a solicitar a conversão das prisões temporárias em preventivas, além da prisão de Gustavo, mas os pedidos não foram aceitos pela Vara de Garantias, que revogou as prisões. Desde então, os investigados não foram mais localizados.

A perícia técnica concluiu que os simulacros apresentados por Bárbara são incompatíveis com as armas exibidas no vídeo viral, indicando que os objetos foram adulterados para tentar enganar as autoridades.

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Ao final das investigações, todos os envolvidos foram indiciados pelos crimes de:

tráfico de drogas associação para o tráfico porte ilegal de arma de fogo de uso restrito fraude processual falsificação de documento
apologia ao crime

O caso agora segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário. Se condenados, os investigados podem cumprir penas superiores a 10 anos de prisão.