Após parecer da PGR, Moraes autoriza prisão domiciliar temporária de Bolsonaro
Na decisão, o ministro afirmou que essa se trata de uma decisão temporária, com duração de 90 dias, a contar da alta médica.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Nessa segunda-feira (23), a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à medida.
Na decisão, o ministro afirmou que essa se trata de uma decisão temporária, com duração de 90 dias, a contar da alta médica. Após esse prazo, a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar será reanalisada.
Na decisão, Moraes também mencionou que o descumprimento das regras estabelecidas para a prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares impostas pelo STF implicará na revogação do direito e no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado — ou, se necessário, ao hospital penitenciário.
Outros pontos fixados por Moraes se referem ao uso de tornozeleira eletrônica e a permanência dos filhos do ex-presidente Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, nas mesmas condições definidas na prisão. Assim, eles só podem visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em um destes horários: das 8h às 10h; das 11h às 13h; ou das 14h às 16h.
Manifestação do Ministério Público
Para a PGR, ficou demonstrado que o estado de saúde de Bolsonaro demanda atenção constante e atenta, algo que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional, está apto a propiciar.
Nesta semana, o hospital particular DF Star, onde Jair Bolsonaro está internado desde 13 de março, informou ao STF que o ex-presidente não apresenta sinais de infecção generalizada nem de instabilidade e que apresenta melhora progressiva.