16/06/2022 às 21h48min - Atualizada em 16/06/2022 às 21h48min

Sangue achado em lancha de suspeito não é de Dom; teste com DNA de Bruno é inconclusivo

PFinformou, ainda, que não foi possível confirmar, em perícia, que vísceras encontradas são humanas

R7
Polícia Federal em buscas no Amazonas - AGÊNCIA ESTADO
A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (16) que o sangue encontrado na lancha que pertencia ao pescador Amarildo dos Santos, no Amazonas, não é do jornalista Dom Phillips. Uma análise genética descartou a presença de DNA do comunicador nas amostras. Além disso, a corporação informou que uma análise preliminar apontou como inconclusiva a presença de material genético do indigenista Bruno Pereira nos vestígios.

"Das amostras coletadas no barco do suspeito foi obtido um perfil genético completo, de indivíduo do sexo masculino. Confrontando-o com os perfis genéticos de referência dos desaparecidos, o Instituto Nacional de Criminalística excluiu a possibilidade desse vestígio ser proveniente de Dom Phillips. A possibilidade de ser originada de Bruno restou inconclusiva, sendo necessária a realização de exames complementares", informou a PF, em nota.

De acordo com os investigadores, o material orgânico encontrado na região, que seria um estômago humano, não apresentou resultado compatível com DNA humano. No entanto, os peritos esclareceram que o resultado pode ter sido influenciado pela degradação da amostra.

"Quanto às vísceras encontradas no rio, apesar da compatibilidade com origem humana na análise macroscópica, não foi detectado DNA humano. Esse resultado pode ser devido à degradação do DNA autossômico ou à origem não humana da amostra, segundo os peritos", completou a corporação.

Os restos mortais que foram encontrados ontem, em uma área indicada por Amarildo, que confessou ter participado da morte e ocultação do cadáver dos profissionais, começam a ser periciados nesta sexta-feira (17). A previsão é de que, até a semana que vem os resultados de amostras genéticas, para identificação dos corpos, sejam conhecidos. 

As investigações continuam e o material chegou a Brasília para perícia no Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal. As famílias das vítimas cederam amostras de DNA para comparação com os vestígios humanos que foram recolhidos na floresta.

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