17/05/2022 às 16h21min - Atualizada em 17/05/2022 às 16h21min

Talibãs fecham comissão afegã de direitos humanos por 'não considerar necessária'

Grupo extremistas que governo o Afeganistão já acabou com a Comissão Eleitoral e o Ministério de Assuntos da Mulher

R7
Talibã governa o Afeganistão desde a saída dos EUA do país em agosto de 2021 - EFE/EPA/STRINGER
As autoridades talibãs informaram, nesta terça-feira (17), que dissolveram a comissão independente de direitos humanos do Afeganistão, por "não considerar necessária".

Desde que este grupo extremista voltou ao poder em agosto passado, foram fechados vários organismos de proteção das liberdades dos afegãos, como a Comissão Eleitoral e o Ministério de Assuntos da Mulher.

"Temos algumas outras organizações para realizar atividades relacionadas aos direitos humanos, organizações que estão vinculadas ao Poder Judiciário", disse o porta-voz adjunto do governo, Inamulá Samangani, à AFP, sem dar mais detalhes.

O trabalho da comissão, que incluía a documentação das vítimas civis da guerra de duas décadas no Afeganistão, foi interrompido quando os talibãs derrubaram o governo apoiado pelos Estados Unidos, e seus diretores fugiram do país.

O Conselho de Segurança Nacional e um conselho de reconciliação que promovia a paz também foram fechados no fim de semana, quando o governo anunciou seu primeiro orçamento anual.

"Esses departamentos não são considerados necessários, por isso foram dissolvidos. Mas, no futuro, se forem necessários, suas operações poderão ser retomadas", afirmou Samangani.

Os talibãs enfrentam um déficit financeiro aproximado de 44 bilhões de afeganes (cerca de US$ 500 milhões).

De volta ao poder, inicialmente prometeram um governo mais moderado do que o de seu primeiro regime, de 1996 a 2001. O grupo vem, no entanto, erodindo as liberdades de muitos afegãos, especialmente as mulheres, que enfrentam cada vez mais restrições na educação, no trabalho e no vestir.

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