14/04/2021 às 09h52min - Atualizada em 14/04/2021 às 09h52min

Corrupção na pandemia afastou governadores e gerou escândalos

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R7
Foto: Reprodução
Com os gastos emergenciais por estados e municípios durante a pandemia de covid-19, investigações por suspeita de corrupção na compra de produtos médicos foram feitas, afastando dois governadores e envolvendo políticos em denúncias e pedidos de afastamento de autoridades judiciais.

Nesta terça-feira (13), unindo dois requerimentos apresentados por parlamentares, o Senado formou uma única comissão que, além de investigar a gestão do presidente Jair Bolsonaro, também tratará de repasses de verbas federais para estados e municípios.


No Rio, o governador Wilson Witzel (PSC-RJ) foi alvo de impeachment e acabou afastado do cargo em agosto de 2020, depois de ser apontado como um dos beneficiados em esquema montado entre integrantes de seu governo e a organização social Iabas (Instituto de Atenção Básica e Atenção à Saúde). 

Conforme as investigações, o objetivo do esquema era desviar recursos públicos destinados à instalação de sete hospitais de campanha. Ele alega inocência e tenta recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o afastamento. 


O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL-SC), foi afastado pela segunda vez do cargo, em novo processo de impeachment.

Ele é acusado de crime de responsabilidade pela suposta fraude na compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões, em compra sem licitação, com pagamento antecipado e sem garantias.

O caso envolve ainda um hospital de campanha que seria instalado em Itajaí. O governador também alega inocência e diz não haver "justa causa" que sustente o seu afastamento.


O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB-PA), é investigado por suposta fraude na contratação de empresas para fornecer equipamentos hospitalares.

Segundo o Ministério Público do Pará, que já pediu o afastamento do mandatário, no fim de março deste ano, a suposta fraude custou quase R$ 8,5 milhões, os quais foram pagos sem licitação e com preço acima do mercado. A gestão do governador afirma que as denúncias do MP têm cunho político e não são verídicas.


No Amazonas, a compra de respiradores pelo governo estadual gerou um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do estado, que acabou sendo a arquivado.

A gestão de Wilson Lima (PSC) foi pressionada depois de denúncia contra a compra de compra de 28 respiradores no total de R$ 2,9 milhões que viriam de uma loja de vinhos.

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