22/03/2021 às 18h01min - Atualizada em 22/03/2021 às 18h01min

Vídeo mostra adolescentes cavando a própria cova antes de serem executadas

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Meio Norte
Um vídeo gravado por uma das executoras das duas adolescentes mortas em um morro no bairro Parque Aliança, em Timon, mostra o exato momento em que as menores cavaram a própria cova em que iam ser enterradas.

Joyce Ellen, de 16 anos e Maria Eduarda, de 17 anos, aparecem nas imagens com uma pá cavando no local enquanto se defendem de possíveis acusações.

É possível ouvir no vídeo uma mulher realizando perguntas para as duas jovens em tom de ameaças:

“Quem pegou a irmã? Ele que matou a irmã? Foi ele tu tem certeza? Agora as coisas estão aparecendo, tu disse que não sabia de nada”.


Na gravação, também é possível identificar a voz de um homem que diz: “Solta a voz, é melhor vocês soltarem a voz”.

O pai de uma das jovens que preferiu não se identificar, declarou em entrevista a Rede Meio Norte, que não sabia do envolvimento da filha com facções criminosas.

"A gente que é pai sabe das coisas por último, ninguém sabe dessas histórias não. Ela saiu ontem à tarde", afirmou.





O CASO

Na manhã de domingo, 21 de março, populares encontraram os corpos de duas jovens enterrados dentro de uma cova rasa em um morro no bairro Parque Aliança, na cidade de Timon.

As adolescentes foram identificadas como Joyce Ellen, de 16 anos e Maria Eduarda, de 17 anos. Antes de serem assassinadas, as menores foram obrigadas a cavarem a própria sepultura.

Segundo testemunhas, as duas foram mortas por espancamento e a tiros e estavam enterradas na mesma cova. Profissionais do Corpo de Bombeiros e policiais militares desenterraram as adolescentes.

O pai de uma das jovens registrou um boletim de ocorrência alegando o sumiço da filha por volta de 10h da manhã.

A polícia confirmou que uma delas morava na Vila da Paz, na zona Sul de Teresina e a outra no bairro Risoleta Neves, na zona Norte.

As duas jovens foram vistas pela última vez na noite de sábado (20).

Os assassinos fotografaram Maria Eduarda e Joyce Ellen ainda vivas, em pé, dentro da sepultura fazendo o número quatro com os dedos. 

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